Cursos tecnológicos: um atalho para o mercado
01/11/2012 10:06
Apesar de ainda existir preconceito, pesquisa mostra que aceitação dos cursos tecnológicos, que oferecem nível superior e conhecimento prático, está cada vez melhor no país
| Divulgação |
| Segundo o especialista Fabiano Caxito, os cursos tecnológicos têm mais vantagens que desvantagens |
Para jovens em busca do primeiro emprego e profissionais que procuram outra colocação no mercado de trabalho, uma alternativa são os cursos tecnológicos. Além de qualificarem o profissional e aumentarem as oportunidades, eles são alvo de quem não possui recursos ou tempo para ingressar em um curso de bacharelado.
As aulas, que envolvem conhecimento teórico e prático nas diversas atividades do setor produtivo, qualificam o jovem ou adulto para o mercado de trabalho em menos de três anos. De acordo com o professor especialista em cursos tecnológicos, Fabiano Caxito, muita gente pensa que o curso tecnológico é um curso de nível técnico mas, na verdade, não é. “Por lei, o curso tecnológico tem nível superior, mesmo com duração menor - de dois a três anos. Ele engloba disciplinas de formação humana, além das técnicas, formando um profissional graduado e especialista”, explica.
Aceitação no mercado
Caxito realizou uma pesquisa com 350 empresas para investigar a aceitação do tecnólogo no mercado de trabalho e constatou que, apesar da melhora da aceitação, ainda existe preconceito. “Há desconhecimento por parte dos contratantes sobre o que é o curso tecnológico. Na disputa contra um candidato bacharel, às vezes o tecnólogo sai perdendo”, diz.
A pesquisa mostra que o setor que melhor aceita os tecnólogos é o de serviços, com 37,5% e depois o setor de indústria, com 21,4%. De acordo com ele, existem empresas em áreas específicas que têm preferido contratar tecnológos. “Elas entendem que estes profissionais possuem conhecimentos técnicos mais específicos. As áreas que mais contratam tecnólogos são as técnicas, industriais e da construção civil”, conta.
Mais vantagens
Segundo Fabiano Caxito, os cursos tecnológicos têm mais vantagens que desvantagens. “Além da formação rápida, que permite que o profissional entre mais rápido no mercado de trabalho, os cursos tecnológicos são especialistas, ou seja, aprofundam em assuntos específicos, diferente dos bacharelados que são genéricos”, ressalta.
Um exemplo seria o bacharel em Administração e o tecnólogo em Gestão de Recursos Humanos. Para o bacharel em Administração se destacar em áreas específicas é necessário a pós-graduação. No caso do tecnólogo, ele já é um especialista. “Apesar disso, eu sempre aconselho os alunos que se formam em cursos tecnológicos a fazerem pós-graduação. Eles conseguem ser pós-graduados em menos tempo que um estudante leva para terminar a graduação normal. É importante se dedicar, as especializações enriquecem muito o currículo”, destaca.
Há cerca de dois anos, o governo não aceitava cursos tecnológicos como nível superior. “Hoje em dia já é possível concorrer às vagas de nível superior em concursos públicos. Essa é mais uma opção dentro do leque oferecido pelo mercado”, diz.
Leonardo Melo tem apenas 21 anos e já se formou. Ele ingressou no curso tecnológico de Gestão de Recursos Humanos no começo de 2010. Hoje, Leonardo já está fazendo provas de concurso para nível superior. “Fiz o curso pensando em conseguir o diploma de graduação para fazer concursos públicos. Quero conseguir ter a estabilidade financeira e agora com diploma posso concorrer às vagas com melhores salários”, destaca.
Por sua vez, Felipe Nunes, 26, tem uma produtora de festas, queria aprimorar os negócios e decidiu fazer o curso tecnológico de Marketing. “Estou finalizando o primeiro semestre e já aprendi muito. Com certeza o aprendizado vai melhorar meu trabalho”, destaca. Segundo ele, o curso é bem exigente. “Tem bastante exercício e conteúdo em todas as aulas”, conta.
Fazer ou não fazer?
O curso de tecnólogo não é recomendável para quem está há muito tempo em uma área e deseja partir para outra completamente diferente. Segundo Fabiano Caxito, em uma situação assim o diploma pesará pouco. “As empresas preferem os profissionais com experiência”, completa.
O especialista também não recomenda o curso de tecnólogo para jovens que estejam em dúvida quanto à carreira que desejam seguir. Nesse caso, o curso reduziria o leque de opções futuras de emprego. “É melhor o jovem optar por um curso mais generalista. O estudante que acaba de terminar o ensino médio, geralmente é muito novo para saber qual profissão seguir, então é mais aconselhável não ingressar em cursos tecnológicos, que são bastante específicos”, sugere.
Para quem já desempenha uma determinada função e deseja se aprofundar, o curso tecnológico é aconselhável. “Nesse caso, o diploma vai se somar à experiência prática e melhorar muito o currículo”, diz Caxito.
As aulas, que envolvem conhecimento teórico e prático nas diversas atividades do setor produtivo, qualificam o jovem ou adulto para o mercado de trabalho em menos de três anos. De acordo com o professor especialista em cursos tecnológicos, Fabiano Caxito, muita gente pensa que o curso tecnológico é um curso de nível técnico mas, na verdade, não é. “Por lei, o curso tecnológico tem nível superior, mesmo com duração menor - de dois a três anos. Ele engloba disciplinas de formação humana, além das técnicas, formando um profissional graduado e especialista”, explica.
Aceitação no mercado
Caxito realizou uma pesquisa com 350 empresas para investigar a aceitação do tecnólogo no mercado de trabalho e constatou que, apesar da melhora da aceitação, ainda existe preconceito. “Há desconhecimento por parte dos contratantes sobre o que é o curso tecnológico. Na disputa contra um candidato bacharel, às vezes o tecnólogo sai perdendo”, diz.
A pesquisa mostra que o setor que melhor aceita os tecnólogos é o de serviços, com 37,5% e depois o setor de indústria, com 21,4%. De acordo com ele, existem empresas em áreas específicas que têm preferido contratar tecnológos. “Elas entendem que estes profissionais possuem conhecimentos técnicos mais específicos. As áreas que mais contratam tecnólogos são as técnicas, industriais e da construção civil”, conta.
Mais vantagens
Segundo Fabiano Caxito, os cursos tecnológicos têm mais vantagens que desvantagens. “Além da formação rápida, que permite que o profissional entre mais rápido no mercado de trabalho, os cursos tecnológicos são especialistas, ou seja, aprofundam em assuntos específicos, diferente dos bacharelados que são genéricos”, ressalta.
Um exemplo seria o bacharel em Administração e o tecnólogo em Gestão de Recursos Humanos. Para o bacharel em Administração se destacar em áreas específicas é necessário a pós-graduação. No caso do tecnólogo, ele já é um especialista. “Apesar disso, eu sempre aconselho os alunos que se formam em cursos tecnológicos a fazerem pós-graduação. Eles conseguem ser pós-graduados em menos tempo que um estudante leva para terminar a graduação normal. É importante se dedicar, as especializações enriquecem muito o currículo”, destaca.
Há cerca de dois anos, o governo não aceitava cursos tecnológicos como nível superior. “Hoje em dia já é possível concorrer às vagas de nível superior em concursos públicos. Essa é mais uma opção dentro do leque oferecido pelo mercado”, diz.
Leonardo Melo tem apenas 21 anos e já se formou. Ele ingressou no curso tecnológico de Gestão de Recursos Humanos no começo de 2010. Hoje, Leonardo já está fazendo provas de concurso para nível superior. “Fiz o curso pensando em conseguir o diploma de graduação para fazer concursos públicos. Quero conseguir ter a estabilidade financeira e agora com diploma posso concorrer às vagas com melhores salários”, destaca.
Por sua vez, Felipe Nunes, 26, tem uma produtora de festas, queria aprimorar os negócios e decidiu fazer o curso tecnológico de Marketing. “Estou finalizando o primeiro semestre e já aprendi muito. Com certeza o aprendizado vai melhorar meu trabalho”, destaca. Segundo ele, o curso é bem exigente. “Tem bastante exercício e conteúdo em todas as aulas”, conta.
Fazer ou não fazer?
O curso de tecnólogo não é recomendável para quem está há muito tempo em uma área e deseja partir para outra completamente diferente. Segundo Fabiano Caxito, em uma situação assim o diploma pesará pouco. “As empresas preferem os profissionais com experiência”, completa.
O especialista também não recomenda o curso de tecnólogo para jovens que estejam em dúvida quanto à carreira que desejam seguir. Nesse caso, o curso reduziria o leque de opções futuras de emprego. “É melhor o jovem optar por um curso mais generalista. O estudante que acaba de terminar o ensino médio, geralmente é muito novo para saber qual profissão seguir, então é mais aconselhável não ingressar em cursos tecnológicos, que são bastante específicos”, sugere.
Para quem já desempenha uma determinada função e deseja se aprofundar, o curso tecnológico é aconselhável. “Nesse caso, o diploma vai se somar à experiência prática e melhorar muito o currículo”, diz Caxito.
Fonte:http://noticias.admite-se.com.br/empregos_correiobraziliense/template_interna_noticias,id_noticias=48710&id_sessoes=301/template_interna_noticias.shtml
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